segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pedal do dia 20 de junho de 2010 - VOLTA DE SÃO CARLOS


Saída: 06h30 
Retorno: 12h30
Total pedalado: 120,750 km (partida Avenida Primavera)
 
Velocidade Média: 23,110 km/h
Tempo de pedal: 5h13min26seg

Cidades envolvidas: Ribeirão Bonito, São Carlos, Ibaté e Araraquara

Temperatura: Dia ensolarado, 14º C (início) 26º C (término)

Integrantes - Parte 1: Moisés e Fabio
Integrante - Parte 2: Gui
Integrantes - Parte 3: Ricardo e Claret



  
Eram 6h30 da manhã de um domingo frio. Frio de trincar os ossos. Havia acordado 40 minutos antes pra deixar todas as coisas prontas.  O kit para distâncias longas continha 8 bisnaguinhas Panco com fatias generosas de goiabada cascão, embrulhadas em pares no plastico-filme. Tambem 2 caramanholas com isotônico, uma paçoca tamanho gigante pra dar uma “glicosada” no sangue e ainda um envelope de Rehidrat 90 para a possivel (quase eminente) desidratação.
Havia um dia antes comunicado ao pessoal que dariamos a Volta. Desde novembro passado não tinhamos tamanha ousadia. Ficou acordado de sairmos as 6h30. Iriamos eu, Moisés e o Gui. Pontualmente, as 6h30 de um domingo tenebroso de frio, gelado, fomos eu e o Moises acordar o Gui. Aguardamos na porta da casa por uns 10 minutos. A casa tava escura e silenciosa. Seria uma enorme falta de ética acordar a familia Vanzeli inteira, dada a hora do dia e as condições climaticas, para saber se o Gui estava acordado ou não. Obtamos por ir sem ele.
Logo na saida da cidade, antes de chegarmos no trevo, o corpo doia de frio. Ali já percebi que não seria um pedal fácil. Temos o habito de pedalar todos os domingos, sempre no maximo 60, 70 km. Na semana chego a acumular 160 km. Por algumas vezes, fizemos voltas de mais de 100 km. Mas nunca no frio. Pedalar no frio doi. O rosto doi. As pernas e as mãos ficam amortecidas e o ar rarefeito.





 
Tanto eu como o Moisés estavamos com blusas de frio. O Moisés no melhor estilo Rock Balboa, levou uma mochila para guardarmos os trajes de frio quando o Sol mostrasse sua força. Pedalar com uma mochila nas costas não deve ser algo muito agradável.

 
Saindo do trevo de Ribeirao Bonito, surge a primeira subida forte. Na descida da Fazenda da Barra, o corpo já dava a sensação de calor. Com o corpo quente e o frio do ambiente externo, percebi que chegava a sair “fumaça” da gola. Mesmo suando, não seria recomendável já eliminar a blusa. E assim fizemos nas 3 subidas fortes, bem fortes, que tem até a cidade de São Carlos. É muito mais fácil vir de São Carlos do que ir. Outro detalhe, é que da outra vez que demos a volta, fizemos iniciando por Araraquara, no sentido inverso. Nunca haviamos feito da forma que faziamos esta manhã. 
Levamos 1h30 até a rodovia Washington Luiz, que mesmo movimentada e com carros e caminhões passando a 120 km/m do seu lado, é muito mais segura que a estrada de Guarapiranga. Ao menos a sensação de segurança. Graças ao seu seguro e espaçoso acostamento.
 
São Carlos se escondia em neblina. Tava frio ainda. Atentos às entradas e saidas de carros na rodovia, logo já não tinhamos a vista da minha cidade natal. 


Em seguida vimos a gigantesca bandeira da rádio DBC em Ibaté. É possivel vê-la de longe. Ali eu já começava a sentir dores. A primeira dor que me apareceu foi a sensação de ter uma agulha de costura na panturrilha esquerda. Cada giro era uma agulhada. E o Moisés puxava um ritmo forte. Desgraçado. Foi muito “foda” tentar acompanhá-lo. Eu não podia me fazer de vencido, iria pedalar até cair no chão se fosse o caso, mesmo já pensando que era melhor ter ficado em casa. Aquele maldito jacaré que ele leva no clip, parece que dá um gás a mais. Andar clipado tambem é algo que parece melhorar o rendimento. O jacaré chama-se EPO. (e-pê-ó) Hehehehe
 

  
Um pouco antes da descida do Chibarro, o Moisés ainda teve a calma de ver uma câmara de ar de caminhão no canto do acostamento, parar, abrir a mochila e levá-la embora. Naquele momento eu estava um pouco a sua frente, e quando o avistei descendo da bike lá atrás, achei que sua Super Caloi 10, havia tido um piripaque. Um problema naquele momento, distantes de Ribeirão como estávamos, seria algo no minimo desesperador.
Ainda pudemos ver um trem com 4 máquinas e uns 257 vagões passando sobre a rodovia.
 
Na descida do Chibarro, é possivel descer a mais de 60 km/h, sentindo cheiro de lona de caminhão queimada e ouvindo a ranger dos freios. Lugar pra lá de perigoso. Lá embaixo da curva, paramos para fotos e o Moisés ainda aproveitou pra fazer um “Pit Stop”.


 

Vencida a subida, rapidamente chegamos à Araraquara. Na também rápida descida do Posto Morada do Sol, tivemos que desviar de um guarda rodoviário que estava “plantado”  no acostamento pedindo carona. Optamos por não xingá-lo, afinal ele tinha uma arma na cintura. Mas que ele ficou com medo de passarmos por cima dele, certamente ficou. Fez cara de medo. Hehehe

Em Araraquara, eu já não aguentava de dores. Doia as duas panturrilhas e a cabeça do fêmur direito. Eu estava no meu limite. E agora, tava um sol de rachar. Um calor terrivel. Não daria pra acreditar que haviamos saído com um frio de trincar. Pela primeira vez, eu tive a sensação de que a qualquer momento eu ia quebrar, parar, jogar a toalha. Mas mesmo assim, tentava acompanhar o Moisés com o EPO. Pedalar mais de 100 km exige uma “cabeça muito boa” ,é facil desistir. Muito fácil. É necessario ter confiança e a cabeça focada.



Em 1h25 minutos estavamos em Guarapiranga. O centéssimo km se deu exatamente na descida da curva do Vanalli. Em “Guaraprópolis” realmente fui surpreendido. Por lá estavam o Claret e o Ricardo, que para nos aguardarem da Volta, optaram por sair de casa depois das 10h00, horário nada cômodo pra se comerçar um pedal.  E também o Gui, que num espasmo de loucura e vício, saiu de sua casa (aquela, que passamos as 6h30) para pedalar sozinho, na Volta de Boa Esperança, num total de mais de 100 km. Fiquei surpreendido com todos. O Gui e o Moisés, pedalando cada dia mais forte, e o Claret e o Ricardo, pelo companheirismo.
Permanecemos em Guarapiranga por quase 30 minutos, bebendo água e se preparando para os derradeiros 12 km finais. Eu tava visivelmente quebrado, já no "pó da rabiola". Assim viemos, todos juntos, conversando, contando causos. Eu somente olhava pro monitor cardíaco, que durante todos os km manteve a media de 175 bpm (alta até).
Enfim, o pedal foi extenuante porém importante. Agradeço ao Moisés que carregou minha blusa na mochila e aos amigos que participaram. Ao Claudinei, Rodrigo e Zé Mario, não faltarão outras oportunidades, com certeza.




4 comentários:

  1. Nossa malucagem que passeio legal hein,parabéns a todos vcs pelo tremendo esforço físico e psic que fizeram,salvo algumas falhas pelo editor do blog " el fabrito " que assim exclamando disse --Eu apaguei as suas fotos.E perguntei espantado quais ? --AS nossas , minhas e do mestre clorets? E respondendo com satisfação e o pulmão cheio de carbono. Disse --SIM, foi sem querer querendo.VISHE,nossa,pórca la pipa!
    -- A única foto até hoje comprovando que o profésso clorets foi , ou seja a única prova que tínhamos, foi destruída.
    Mas enfim parabéns a todos.E deixo um AVISO
    -- EU ESTOI CHEGNDU GIOVANU.
    -- SI FRNCHESCO PANTANINI SPOLETA LINGUIÇA VIAS COM FUERÇA PÔS TIENIS GENTI EM SU CÓLA.CAPRICHTA FRANCHESCO.............
    -- Obrigado,prabenizo el Fábio puero broGu.

    ResponderExcluir
  2. Nobre ciclista da Saxo Bank, da Specialized vermelha e da sapatilha branca Pro Tour. Agradeço por ter emprestado sua maquina digital. Como nao disponho de uma, não tenho a menor pratica. Eu achava que tava enviando pro micro, quando na verdade tava apagando. Normal.

    Sobre o Mestre Clorets, eu que costumo andar sobrando la atras no pelotao, tenho certeza que o mestre ta chegando. Ele ta nao so no apetite como deve estar treinando secretamente. Viu como ele nao fica nenhum pouco ofegante nas subidas. Nao quero nem ver. Nao preciso dizer nada né ?

    Finalizando, domingo iremos ate Araraquara. O Clorets já confirmou a presença. Toraremos muitas fotos com a sua camera. Ta fechado, domingo, Araraquaqra, com parada no Bar do Pururuca.

    ResponderExcluir
  3. Franchesco Pantanini Spoleta lingiça22 de junho de 2010 16:49

    Franchesco diga Giovanu, me digs una coisita falan quie elies tenis un novo el cliclista.
    - Quem és este onbre Franchesco ?
    - Dizeni que estie ser Prof. Clorets.
    - Quens, Prof. Clorets,no no Giovanu nun conieço este el onbre.
    - Alguem tienes una foto que conproves que ele foste pedalares?
    - No,no Giovanu ninguem tienes fotus,devie de sier papo que este ombre exista.
    - Sien fotus non há prova,és papo " PAPO "

    ResponderExcluir
  4. Parar debaixo da ponte do trem!!! Depois esse menino fica a semana toda falando: To com baruio de trem na cabeça!
    Vcs são muito corajosos, viu??
    parabéns!

    ResponderExcluir