segunda-feira, 16 de agosto de 2010

16/08 - 5º FISK Saúde em Dia - Araraquara - SP

Na fria manhã de ontem, às 6h30, partimos Claret, Nenê e eu, até a vizinha cidade de Araraquara, para o que seria minha estréia em corridas de rua. Estréia também do Claret. O Nenê já havia participado de outras corridas. 
 
Na vicinal ultrapassamos o fusca do João Luiz, corredor experiente da cidade, que juntando-se a nós, formaríamos o quarteto mágico de Ribeirão Bonito.


 

O 5º FISK Saúde em Dia, corrida de 5 e 10 km, marcou entre outros eventos, as comemorações do 193º aniversário da bonita cidade de Araraquara. Nesta mesma manhã, também acorreu a Prova Ciclística 22 de Agosto - Troféu Anésio Argenton - Copa São Paulo de Ciclismo. A corrida de rua teria largada às 9h00 no Shopping Lupo. Chegamos às 7h30 com um frio de trincar. Frio de doer os ossos. Ninguem quase nas ruas. Fomos praticamente os primeiros. E como tinhamos tempo de sobra, Claret e eu "corremos" até o Extra, onde compramos água, clicletes e comi um quente pão de queijo.
De volta ao shopping Lupo, retiramos nosso kit, contendo uma bonita camisa roxa e voltando ao carro, onde cada qual colocou seu devido chip no pé direito. Continuava frio, muito frio. Mas tudo estava incrível. Pessoal chegando, casais, crianças, idosos, ônibus de cidades vizinhas, pessoal do ciclismo passando com as bikes em cima dos carros. Ônibus de Iracemápolis lotado de ciclistas. Só tinha uma coisa que não saia da minha cabeça. Eu nunca havia corrido 5 km. Nem em treino. Havia treinado duas vezes 2,5 km. Nada mais. O Claret treina com frequência, o Nenê treina muito forte, o João Luiz também. Mas eu estava alí e não poderia jamais quebrar. Pensava da seguinte forma. Meu coração está acostumado ao pedal de 4 horas em frequência cardiaca alta. Meus pulmões também. Não teria como dar errado. Através do frequencimetro, seria somente manter os BPM em zonas controláveis e aguentar qualquer dor que surgisse. Essa foi minha estratégia.

Pela primeira vez coloquei um numero no peito, tirei o moleton, fizemos poses nas fotos e fomos pra corrida. Eu indo "pro que der e vier". Já na rua de largada, aqueci por mais 15 minutos, indo de um lado para o outro, junto com corredores de todos os tipos. Idosos, jovens, moças. Acho que até transmití uma imagem de atleta acostumado com aquilo tudo. A rua foi lotando, corredores se juntando, momento muito especial, até que a largada é dada. Seria uma descida forte de uns 300 metros que daria na Via Expressa. O Nene e o João Luiz largaram lá na frente, ambos brigariam por tempo, talvez pódios. Eu sempre do lado do Claret, só queria provar que meus treinos de ciclismos me capacitariam a correr 5 km. Nao tinha pretensão de ganhar nada que nao fosse a medalha por completar a prova. Desci feliz até a Via Expressa. Viramos a direita, contornando por um viaduto escuro, voltamos novamente pela Expressa até que la na frente, em um trecho fechado, surge um pelotao gigante de ciclistas competindo. Ciclismo é show. E exatamente devido ao ciclismo, viramos por uma rua paralela. Uma subida forte. E de paralelepípedo. Era o km 2. Ali senti algo me invocando a caminhar, ou parar. Mas eu não podia, não tava ali pra isso. Ao lado do Claret, subi sem dificuldades. La no alto, ja numa curva ligando uma reta, já em asfalto, ouvi o bip do frequencimento. 187 bpm. Vixe. Ai diminui um pouco o ritmo, caindo pra 162 bpm. Olhei do lado, o Claret quase dormindo de tão tranquilo que tava. Passamos pelo batalhão do Corpo de Bombeiros, de onde vinha um barulho forte de sirene. Os bombeiros todos na rua, dando apoio. Viramos lá na frente, onde peguei um copo de água em um posto de abastecimento. Sofri pra abrir o copinho da forma convencional, bebi um pouco de água e joguei o resto no rosto (isso nao tem preço). Novamente entramos em uma rua de paralelepípedos e vencemos o km 4. Eu tava feliz demais por estar bem, sem nenhuma dor, frequência cardíaca controlada. Descemos uma rua rápido, entrando novamente na Via Expressa. Faltava pouco. Até que aquela descida que haviamos percorrido felizes na largada, surge, agora como uma subida forte, que ligava ao pórtico de chegada. Todos olhando, um cara filmando, chego com facilidade. Claret ao meu lado, igualmente feliz e tranquilo. 

Devolvemos o chip, recebemos uma bonita mochila de lona da FISK, uma maçã embrulhada em um saquinho, uma banana, um isotônimo e água. O João Luiz já estava ali há quase 10 minutos e o Nenê corria ainda os 10 km. E o grande detalhe de tudo, recebi minha primeira medalha. Medalha bonita. Tão logo surge o pessoal dos 10 km, e também o Nenê. O quarteto havia completo a prova, com sobras. 



Fiz os 5 km em 27min55seg, sendo o 61º no geral e o 5º na categoria 25-29 anos. O Claret  fez também os 5 km em 27min58seg, sendo o 62º no geral e o 1º na categoria 50-54. O João Luiz voou nos 5 km sendo o 13º no geral com 21min04seg, 1º na categoria 45-49. O Nenê por sua vez, fez 10 km em 40min04seg, sendo o 15º no geral. Tempo maravilhoso. 

Foi um dia muito especial, certamente a todos nós que ali estávamos. Eu em um misto de alegria e surpresa por não ter quebrado. Minha primeira medalha. Meus primeiros 5 km.



Ainda sobrou um tempo para acompanharmos um pouco a prova de ciclismo. Muita gente correndo, pelotão sempre junto, ritmo forte. Às 12h10, já estavamos em Ribeirão Bonito, eu de banho tomado, já almoçando. Um domingo inesquecível.

Agradeço ao Claret pelo companheirismo não só de corrida como de pedalada. Ao Nenê pelo humor inabalável. Ao João Luiz pelas dicas importantes. Nos veremos todos novamente no próximo dia 29, em São Carlos, na corrida da Unicep. Dessa vez com patrocínio. Até lá...

Um comentário:

  1. Parabéns!!!

    Toda Equipe Fisk Araraquara está orgulhosa de você!!!

    Abraços,

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