segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cicloviagem à Aparecida - Parte 01

Caros Amigos...

Confesso que não sei nem por onde começar, nem o que dizer ou explicar sobre essa viagem que fizemos neste sábado (28) e domingo (29). Muita coisa aconteceu, muita aprendizagem, muitas amizades. No meu caso, houve toda um força, vinda de Deus, de Nossa Senhora, que em momentos muito criticos, me fizeram ir ao limite.



Já na sexta a noite, levei minha bicicleta e também a do Claret até a Rios Bike, para facilitar a saída no sábado cedo. Também como levariamos mochilas, não caberiam no carro. No sábado as 6h00 saimos de Ribeirão Bonito. As 7h00 já estava na Rios numa ansiedade absurda, misto de medo com euforia. Nunca havia pedalado mais que 120 km em um dia.


Partimos de São Carlos as 8h05. Eramos 15 ciclistas, todos de speed. E a van do Antonio como carro de apoio. Já na saída de São Carlos, tinhamos a companhia do vento contra, que permaneceu até Atibaia. É muito complicado pedalar com vento. 


Em minha curta jornada ciclistica, jamais tinha pedalado em pelotão. Meu medo inicial era derrubar todo mundo. E não tenho nem como agradecer a todos que me deram ajuda no pelotão. Um aprendizado que jamais vou esquecer. Pedalei ao lado de pessoas que já pedalam há muito tempo. Agradeço demais ao Tute, Douglas, Lacraia, Airton, aos Fernandos, ao Luizinho. Ao Beto.




Há um ano atrás, o Claret numa MTB de ferro e com cambio desregulado, pedalou até o Obelisco. Um ano se passou e é impressionante o que aconteceu com esse amigo. Não sei nem o que dizer. Essa viagem foi uma prova de que perseverança e disciplina concretizam sonhos. Lembro que logo o Claret começou a usar ropinhas de ciclismo, quase todo mundo na cidade olhava com disconfiança, até com ironia. Hoje muitos o admiram. E até sexta feira, com excessao de nossas familias, todos olhavam incredulos para a ideia de pedalar até Aparecida.

Fizemos algumas paradas em locais estrategicos, para alimentação e reposição das garrafinhas. As paradas não duraram mais que 20 minutos. Pedalamos com 26 km de média. Lembro que passei sobre o rio Piracicaba com 109 km exatamente as 12h51. E por ali, naquela subidona da Goodyear, que comecei a sentir a perna direita. Nunca tive problemas com caimbras. Ali senti uma angustia pelo que podia acontecer. E o pelotão ajudando. Em Campinas, fizemos mais uma parada, dessa vez com macarrão e bife de frango grelhado. Uma delicia. Ali as caimbras vieram a tona. Parecia que tinha uma faca na espetada na panturrilha direita. Doi demais. Faltavam ainda uns 70 km até Atibaia. Ali foi o final da linha pra mim. Mesmo que quisesse, acho que nem conseguiria subir na bicicleta. E as caimbras acabaram por aterrerizar mais o Claret e tambem dois outros amigos. É decepcionante entrar na van e ver o pessoal pedalando, faltando tão pouco para Atibaia. 

3 comentários:

  1. Pulos..muitos pulinhos!!!!!!
    Aiaiaiiii......que maravilhaaaaaaaa eeeeeeeeeee!!!amanha estarei aki para a 2ºparte.

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  2. Olá!

    Curti muito achar o seu blog no meio da internet. Eu estava procurando dados para colocar no site da associação sãocarlense de ciclismo (www.ciclismosaocarlos.org.br) quando achei. Fiquei muito feliz porque eu não tinha muitas fotos da viagem e agora vc me presenteou com algumas do pelotão. Muito bom!
    Dei uma lida no seu relato e gostei muito, a viagem foi perfeita, sem problemas de qualquer espécie...quer dizer, só aqueles últimos 40 km na Dutra que poderiam não ter existido....mas como nem tudo são flores...o importante foi que chegamos todos bem e hoje temos muitas histórias para contar.
    Grande abraço!

    Beto.

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  3. Eu adoro essa loja, o único lugar que eu compro coisas pra mim e pra minha bike que é dai também.. eu adoro essa loja é a melhor da região !


    Érika V. Cazú !

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